Guia definitivo para comprar apartamento: invista ou more

Guia definitivo para comprar apartamento: invista ou more Riva Incorporadora

A compra de apartamento representa um passo monumental na vida de uma pessoa ou família: é a concretização do sonho da casa própria.

Este processo, embora possa ser desafiador, é uma transição crucial que aproxima as pessoas da independência financeira e as insere, de fato, na vida adulta.

Adquirir um imóvel é um dos maiores sonhos de consumo para muitos brasileiros, especialmente considerando que o aluguel pode consumir 30% ou mais da renda da população. Ter o próprio lar proporciona a tranquilidade e a segurança que são altamente desejadas.

Para os “marinheiros de primeira viagem” no mercado imobiliário, a dúvida sobre como comprar um apartamento de modo seguro e sem arrependimentos é frequente. Este guia completo detalha os pontos de atenção e os cuidados imprescindíveis para quem busca realizar a aquisição de imóveis, seja para fins de moradia ou investimento.

Principais aprendizados deste artigo:

  • O primeiro passo para comprar um apartamento é definir o objetivo da compra, fazer um planejamento financeiro, estabelecer fundo de reserva e reunir os documentos necessários;
  • Faça uma comparação entre os tipos de imóveis. Em seguida, analise opções antigas, novas (prontas para morar) e imóveis na planta;
  • Você pode usar o FGTS para dar entrada no apartamento, amortizar o saldo devedor ou reduzir o valor das parcelas do financiamento, desde que atenda às regras do programa e da instituição financeira;
  • Para escolher a construtora certa, pesquise o histórico da empresa, confira avaliações de clientes, veja se entrega obras no prazo e confirme se tem boa reputação no mercado;
  • Para realizar o sonho de comprar um apartamento, organize seu orçamento, pesquise as melhores condições de financiamento, avalie programas habitacionais disponíveis e escolha um imóvel que caiba na sua realidade.

Para saber mais, continue a leitura.

Passo a passo: como comprar um apartamento?

Você precisa traçar um plano de ação, fazer o controle financeiro e montar um fundo de reserva. Veja o que fazer:

  1. Definir o objetivo de compra;
  2. Planejar e controlar a parte financeira;
  3. Estabelecer o fundo de reservas;
  4. Reunir todos os documentos para comprar apartamento.

Entenda melhor cada etapa.

1. Defina o objetivo de compra

Antes de saber como comprar um apartamento, é fundamental definir o real objetivo, visto que o mercado imobiliário é diversificado e o imóvel pode ser utilizado para diferentes finalidades.

Quer seja para moradia, ou apenas investir em apartamento para alugar, é necessário escolher o melhor lugar para realizar o seu sonho.

Quero comprar para morar

Se o desejo é ter um espaço para viver com a família, o foco deve ser a infraestrutura. É interessante pesquisar se o local conta com uma infraestrutura própria para acomodar todos os membros da família com conforto e funcionalidade.

Outros pontos valiosos para avaliar incluem:

  • a localização do empreendimento;
  • o fácil acesso às principais vias;
  • se o bairro em questão está passando por uma boa valorização imobiliária;
  • a busca por um espaço que será uma verdadeira opção de vida para os familiares a longo prazo.

Você gostará de ler: Tipos de moradia urbana no Brasil: qual é o ideal para você?

Quero comprar como investimento para alugar

Há quem deseje adquirir uma propriedade com a intenção de alugá-la para garantir uma renda fixa. Neste caso, a estratégia se altera, mas não muito.

É interessante comprar um apartamento com a entrega das chaves bem próxima. Este detalhe serve para que o comprador espere menos tempo e pague juros mais baixos no decorrer do financiamento habitacional.

O objetivo final é ter uma prestação menor ou igual ao valor de locação. Dessa forma, você pode oferecer um valor justo e atrativo na locação.

Você também pode ler: Investimento imobiliário: tudo que se deve saber antes de começar a investir

2. Cuide do planejamento e do controle financeiro

Trata-se de um investimento de grande porte, o que exige um bom preparo orçamentário e um comprometimento por um longo período, especialmente se houver recurso ao financiamento habitacional.

Logo, você deve:

  • identificar etapas do planejamento financeiro;
  • valorizar o dinheiro e eliminar gastos desnecessários;
  • utilizar ferramentas ou auxílio profissional;
  • fazer o dinheiro trabalhar por você.

Etapas do planejamento financeiro

Existem algumas etapas valiosas ao longo do caminho:

  1. Diagnóstico: análise da situação econômica, identificação das rendas fixas e dos principais gastos mensais;
  2. Plano de ação: traçar os objetivos, estabelecer uma meta viável e realista. Se parecer difícil, considere diminuir a quantia a ser poupada e aumentar o prazo para a realização;
  3. Controle: monitorar periodicamente as despesas para garantir o alcance das metas estipuladas.

Valorização do dinheiro, da economia e eliminação de gastos desnecessários

É importante fazer uma boa economia financeira, evitando compras por impulso ou gastos supérfluos que farão toda a diferença no bolso. Sendo assim, é interessante reavaliar os hábitos diários e enxergar as finanças com novos olhos, em vez de buscar prazeres momentâneos.

Para otimizar o orçamento:

  • evitar gastos desnecessários;
  • comparar os melhores preços ao fazer compras;
  • participar de promoções e se informar sobre valores com antecedência;
  • pagar à vista a maior parte das aquisições, fugindo das parcelas no cartão de crédito;
  • baixar aplicativos de gestão de gastos para otimizar tempo e também dinheiro.

A falta de uma cultura de educação financeira forte na sociedade leva muitas pessoas a seguirem a onda dos gastos, dificultando suas conquistas financeiras. Para reverter esse cenário, deve-se deixar de adquirir produtos ou serviços que não são realmente necessários, as chamadas “regalias” do dia a dia (assinaturas, idas frequentes a restaurantes, compras de produtos da moda etc).

Para identificar se um serviço ou produto é vantajoso, considere as seguintes perguntas antes de comprar:

  • “Eu realmente preciso disso?”
  • “Eu tenho dinheiro disponível para essa compra?”
  • “Quais benefícios essa aquisição vai me trazer?”
  • “Essa atitude pode atrapalhar o meu planejamento?”

Ferramentas e auxílio profissional

As planilhas são grandes aliadas no controle financeiro, permitindo entender os gastos, comparar preços e fazer avaliações necessárias. Podem ser utilizadas tanto em cadernos para anotação de todas as transações (transporte, alimentação, saúde, moradia) ou por meio de opções digitais (aplicativos) que oferecem visualização dinâmica e facilitada. 

Sugestões de aplicativos gratuitos para essa finalidade incluem:

  • Mobills: do grupo Toro, permite o controle de várias contas e cartões, gestão de gastos e receitas, e alerta sobre o pagamento de contas;
  • Minhas Economias: destaca-se por ser 100% gratuito e oferecer a sincronização com contas bancárias, além de gerenciar objetivos pessoais;
  • Money Lover: ideal para controlar despesas em diferentes contas, com categorias personalizadas e um sistema para acompanhar orçamentos e metas. O app não é brasileiro, mas muitas telas estão muito bem traduzidas;
  • Monefy: foco em visualização de despesas com gráficos e controle de orçamento diário, além de uma calculadora financeira integrada;
  • Organizze: oferece gestão completa de contas e cartões, com inclusão automática de valores e alertas de pagamentos;
  • Serasa: a plataforma do Serasa tem um aplicativo que permite o controle financeiro, com funcionalidades para acompanhar contas e despesas, e integrar a vida financeira do usuário.

Para quem encontra dificuldades em organizar as finanças, conversar com um consultor financeiro é uma recomendação valiosa. Este profissional pode ajudar a organizar o orçamento e aplicá-lo da melhor maneira.

O consultor acompanha o cliente, ensinando-o a melhorar seus hábitos, com resultados mais efetivos e na concretização do sonho da casa própria. Entretanto, se contar com essa ajuda custar mais do que você gostaria, você pode ter ajuda gratuita.

Na internet, influenciadores digitais como os canais Nath Finanças e Me Poupe também oferecem dicas valiosas.

Faça o dinheiro trabalhar por você

Não basta economizar, é preciso dar um bom destino e fazer com que trabalhe por você. Se já houver um valor razoável reservado para a compra, a recomendação é aplicá-lo para otimizar o orçamento e fazê-lo render. Além da poupança tradicional, as opções de investimento incluem:

  • Renda Fixa: Tesouro Direto, CDB, LCIs e LCAs;
  • Renda Variável: Ações e contratos futuros.

Bancos e corretoras digitais oferecem inúmeras possibilidades de investimentos simples, transparentes e sem burocracia. É aconselhável conversar com o gerente ou corretor para descobrir qual modalidade se encaixa melhor no perfil do comprador.

Já que estamos falando em poupar e investir para ter uma vida mais tranquila na hora de comprar um apartamento, vamos ao pouco compreendido “fundo de reserva”. A seguir, você lerá sobre o que é, como funciona e para que serve.

Leia mais: Como guardar dinheiro para comprar a casa própria: dicas práticas e eficientes

3. O que é o fundo de reserva e como montá-lo?

É um dinheiro guardado para cobrir despesas inesperadas e urgentes, como a perda de emprego, problemas de saúde, consertos de carro ou reformas emergenciais em casa. Essa reserva evita que você precise contrair dívidas em momentos de crise.

Para criá-lo, a tarefa é simples: definir uma quantia adequada e depositá-la mensalmente na poupança ou em uma caixinha bancária, lembrando-se de nunca utilizar esse montante para gastos rotineiros.

4. Providencie os documentos necessários para comprar um apartamento

Os documentos para comprar apartamento solicitados à pessoa física são RG ou CNH, CPF e comprovante de residência atualizado. Se for casado ou tiver união estável, a documentação do cônjuge também será necessária.

Já para financiamento habitacional, o banco solicitará comprovantes de renda (como holerites, extratos bancários e a última declaração do Imposto de Renda), além dos documentos pessoais.

E se você for usar o saldo do FGTS, precisará apresentar um extrato atualizado da sua conta.

Próximo passo: análise de mercado e o momento ideal para a aquisição

O melhor momento para a compra de apartamento se baseia em um misto de conjunturas externas e condições pessoais. De nada adianta haver grandes ofertas no mercado se o comprador não tem conhecimento sobre as circunstâncias de financiamento ou as condições para quitar o empréstimo.

O que separa um ótimo investimento de um negócio comum é o momento certo. Enquanto alguns fazem as melhores aquisições durante épocas de crise, outros esperam o mercado estabilizar, enfrentando uma demanda aquecida e preços inflacionados.

O cenário atual tem se mostrado favorável para a aquisição do apartamento próprio, impulsionado por três fatores principais. Confira!

1. Os imóveis ficaram mais baratos?

Sim. Em comparação ao último grande período de alta (2010 a 2014), no qual os valores dos imóveis estavam elevados em relação aos salários e demais preços da economia, hoje o processo é inverso.

Os preços dos imóveis estão estagnados há um bom tempo, enquanto os demais valores econômicos, incluindo os salários, subiram desproporcionalmente. Isso significa que, em termos relativos, os imóveis estão com seus capitais congelados.

2. Há uma queda constante na taxa de juros?

Sim. Atualmente, o Brasil tem vivenciado quedas na taxa de juros SELIC, o que serve como um grande estímulo ao mercado imobiliário. Essa redução, somada à desaceleração da inflação e ao crescimento do PIB, resulta em um cenário altamente favorável para a compra de apartamento.

Os juros são um fator que influencia grandemente o mercado de imóveis. O aumento das taxas encarece o financiamento imobiliário e torna inviável o lançamento de empreendimentos.

Leia também: Taxa de juros de financiamento imobiliário: um guia completo

3. Há muitas opções de apartamento disponíveis para comprar?

Sim. A economia conturbada levou as construtoras a diminuírem suas vendas e aumentarem seus estoques de imóveis. Paralelamente, muitas pessoas optaram por colocar suas propriedades desocupadas à venda para aumentar a liquidez do patrimônio.

Esses fatos combinados resultam em uma crescente disponibilidade de imóveis. Diferentemente de anos anteriores, há diversas opções no mercado para todos os tipos e gostos, e até mesmo bairros que não tinham apartamentos à venda há anos voltaram a ter devido à alta atratividade comercial.

Por onde começar a escolha do imóvel ideal?

Tomar a melhor decisão não se limita apenas ao planejamento financeiro. Durante o processo de compra de apartamento, é essencial fazer uma pesquisa detalhada e criteriosa para:

  1. Comparar os tipos de imóveis;
  2. Analisar imóveis antigos;
  3. Estudar imóveis novos a pronta entrega;
  4. Compreender vantagens dos imóveis na planta.

Confira, a seguir, dicas importante para deixar esse processo mais fácil e assertivo.

Jamais subestime a importância da pesquisa

Ao pesquisar, você consegue analisar melhor a região, observar a infraestrutura do bairro e conhecer a fundo as ofertas disponíveis. Evitar aceitar a primeira oferta que surge, sem pesquisar as opções do mercado ou outros fatores determinantes. 

No entanto, esperar indefinidamente pela propriedade perfeita pode resultar na perda de tempo e de inúmeras chances valiosas.

A propriedade perfeita não é necessariamente a mais bonita ou a de valor mais alto, mas sim aquela que está preparada para suprir as necessidades do comprador e, principalmente, que cabe no seu bolso.

Conheça os tipos de imóveis

O mercado imobiliário oferece alternativas divididas em três categorias: novos, usados e na planta. A escolha impacta diretamente a negociação, as condições do financiamento e os documentos exigidos. É crucial compreender as vantagens e desvantagens de cada modalidade.

1. Imóveis novos

São propriedades que nunca foram habitadas.

Vantagens doimóvel novo:

  • condições facilitadas: apresentam condições de pagamento e financiamento facilitadas, especialmente quando são empreendimentos na planta;
  • acesso a programas: algumas construtoras permitem o uso de programas governamentais como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV);
  • design moderno: projetos arquitetônicos atualizados, com ambientes otimizados e integrados, visando facilitar o dia a dia e promover conforto e bem-estar;
  • otimização de recursos: janelas mais amplas privilegiam a ventilação e a iluminação natural, o que garante economia na conta de luz e proporciona melhor sensação térmica;
  • instalações elétricas: fiações padronizadas e em conformidade com as normas atuais evitam gastos altos de energia e otimizam o funcionamento dos eletrodomésticos (desde que a carga esteja conforme as especificações);
  • sem reformas imediatas: por ser um espaço novo, não há preocupação com reformas ou reparos iniciais, evitando dores de cabeça e gastos desnecessários;
  • infraestrutura completa: em condomínios, há boas chances de contar com infraestrutura completa, como área de lazer, churrasqueira, salão de festas e área gourmet.

Desvantagens do imóvel novo:

  • tempo de espera: é necessário aguardar a conclusão das obras, principalmente se o imóvel for na planta ou em fase de construção. Se houver pressa na mudança, a solução é investir em uma unidade já entregue;
  • custo inicial elevado: os preços costumam ser mais altos em comparação a unidades usadas, por serem empreendimentos novos e modernos. No entanto, programas de financiamento como o MCMV podem tornar o valor mais acessível e atrativo.

2. Imóveis usados

São aquelas propriedades que já foram habitadas.

Vantagens e desvantagens do imóvel usado:

  • mudança rápida: a principal vantagem é a possibilidade de se mudar rapidamente, pois o espaço está pronto para morar;
  • valor mais baixo: o valor dessas unidades é um ponto positivo, sendo geralmente mais baixo que os apartamentos novos;
  • necessidade de reparos: pode haver a necessidade de realizar reformas para adaptar os cômodos ou consertar problemas como vazamentos, torneiras pingando ou pintura;
  • infraestrutura limitada: em alguns casos, as opções usadas não estão localizadas em condomínios tão bem equipados ou com infraestrutura completa para os moradores.

3. Imóvel na planta

A compra de um imóvel na planta deve ser avaliada considerando as necessidades do comprador.

Vantagens específicas do imóvel na planta:

  • possibilidade de morar em um local novo, onde ninguém nunca morou;
  • mais fácil adquirir um imóvel com preço acessível e personalizá-lo conforme desejado;
  • garantia de configuração moderna;
  • facilidades no pagamento.

Riscos e cuidados:

  • o principal temor é o atraso na conclusão e entrega da obra;
  • é fundamental avaliar a construtora responsável pelo empreendimento para mitigar esse risco;
  • um planejamento financeiro é essencial para definir o que é possível pagar e qual a reserva necessária para eventuais despesas imprevistas após a entrega das chaves.

Saiba mais: Financiamento na planta é possível? Dicas para comprar seu imóvel

Agora que já sabemos as vantagens e desvantagens de cada tipo de imóvel, siga a leitura para compreender as diversas alternativas para a compra do seu apartamento.

Financiamento imobiliário: alternativas para a compra do apartamento

Para a maioria da população, comprar um imóvel à vista é muito difícil. O financiamento imobiliário, que é uma espécie de empréstimo formalizado por contrato, facilita a realização desse sonho e pode ser feito até mesmo pela internet.

Como funciona um financiamento imobiliário?

O procedimento padrão exige que o comprador forneça um valor de entrada e solicite o restante necessário ao banco. Essa quantia emprestada é paga de forma parcelada, com juros, e o prazo pode se estender por até 35 anos ou mais, dependendo da negociação.

O montante financiado varia conforme a renda mensal do comprador e o tipo de propriedade. Imóveis novos ou na planta podem ter grande parte do valor financiado (exemplo: 80%), enquanto imóveis usados geralmente apresentam um valor liberado menor, exigindo uma entrada mais significativa do usuário.

Como todos os bancos trabalham com taxas de juros, é essencial pesquisar bastante para encontrar a instituição que melhor se encaixa no orçamento.

Quais os modelos de financiamento mais usados?

No Brasil, duas modalidades são amplamente utilizadas para a compra de apartamento: Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

O que é o Sistema Financeiro de Habitação (SFH)?

O SFH foi criado pelo Governo Federal e é garantido pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) e pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). É regido pela Lei 4.380/64, que regula boa parte dos financiamentos imobiliários nacionais.

Características do SFH:

  • comprometimento de renda: as parcelas mensais não podem usar mais do que 30% da renda do comprador;
  • limite de financiamento: o valor máximo para financiar um imóvel é, de modo geral, R$950 mil para os estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Nas demais regiões, essa quantia cai para R$800 mil, mas esses valores podem variar;
  • prazo: o prazo para quitar o parcelamento pode se estender por, em média, 35 anos (420 meses), podendo ser maior ou menor dependendo do tipo de financiamento;
  • comprador: a compra somente é liberada para pessoa física;
  • taxa de juros: pode chegar até 12% ao ano, mas esse percentual é variável;
  • base de recursos: originários da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS);
  • percentual financiado: em média, 80% para imóveis novos e 70% para usados, mas a porcentagem pode variar.

O que é o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)?

O SFI também foi desenvolvido pelo Governo Federal, mas com o objetivo de suprir as carências do SFH. Foi criado para financiar imóveis avaliados com um valor de venda superior aos limites estabelecidos pelo SFH (geralmente acima de R$800 mil a R$950 mil, dependendo da região).

Ao investir no SFI, o comprador corre um risco maior, que se reflete diretamente no valor das taxas de juros e suas variáveis.

Características do SFI:

  • comprometimento de renda: não existe um limite de renda comprometida.
  • limite de avaliação: o valor da avaliação da propriedade deve ultrapassar os R$950 mil (MG, SP, RJ, DF) ou R$800 mil (demais estados), mas esses montantes podem alterar dependendo do caso.
  • prazo: o limite máximo para a quitação da dívida pode se estender por até 35 anos (420 meses), mas esse período também pode variar.
  • comprador: a compra é liberada tanto para pessoa física quanto jurídica.
  • base de recursos: provenientes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).
  • Taxa de juros: variável.

Você gostará de ler também: Tipos de financiamento imobiliário: como escolher o seu

O que é o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV)?

O MCMV está incluído no SFH e foi criado para auxiliar famílias com renda de até R$ 12 mil a conquistarem o imóvel próprio. Nenhuma instituição financeira vinculada ao programa, como a Caixa Econômica Federal, financia 100% do valor total de um imóvel.

O programa já ajudou a entregar mais de 4 milhões de unidades habitacionais para famílias de baixa renda. Para ser beneficiário, é preciso se encaixar nas faixas de renda familiar, indicadas na tabela abaixo.

FaixaRenda Familiar Mensal (Até)SubsídioCondições
Faixa 1R$ 3.200,00Até 90% do valor do imóvel.Financiamento em até 35 anos. Parcelas não podem comprometer mais que 30% da renda. É preciso fazer um cadastro na Prefeitura.
Faixa 2R$ 3.200,01 a R$ 5.000,00Até R$ 55 mil*.Imóveis não podem ter valor superior a R$275.000,00 (teto varia por localização). (*O subsídio varia de acordo com renda, região, metragem e valor do imóvel).
Faixa 35.000,01 a R$ 9.600,00Não existe subsídio para a compra.Taxas de juros menores (até 8,16% ao ano). Valor máximo do imóvel R$400.000,00 (pode variar).
Faixa 4R$ 9.600,01 a R$ 13.000,00Não se aplica.Linha estendida. Financiamento de até 420 meses. Taxa de juros abaixo do mercado (10,50% a.a.). Imóveis de até R$ 600 mil, por meio do FGTS.

Como vantagens, o MCMV oferece carência de 24 meses para iniciar o pagamento de imóveis na planta e disponibilidade de cobertura parcial dos valores a partir do Fundo Garantidor de Habitação. 

Além disso, em momentos de crise, programas habitacionais financiados pela Caixa já tiveram prorrogação das parcelas para as famílias.

Utilização do FGTS na compra de apartamento

Como falamos anteriormente, quem planeja a compra de apartamento tem a possibilidade de usar o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Este recurso pode ser utilizado como entrada do financiamento imobiliário.

Em certas situações, é possível usá-lo para diminuir em até 80% do valor das parcelas em um total de 12 meses consecutivos, desde que a compra tenha sido realizada de acordo com o SFH.

1. Como usar o FGTS para comprar apartamento

  1. Consultar o saldo em uma agência da Caixa Econômica Federal ou por meio de um aplicativo exclusivo;
  2. Organizar a documentação necessária;
  3. Entregar os documentos em uma Agência da Caixa e aguardar a avaliação da instituição;
  4. Caso a solicitação seja aprovada, o saldo do FGTS poderá ser usado no financiamento.

2. Documentação e condições exigidas

Para recorrer ao uso do FGTS, a Caixa Econômica Federal exige algumas condições do comprador:

  1. Ter, pelo menos, três anos de atuação no mercado de trabalho sob o regime CLT;
  2. Não ter um financiamento imobiliário ativo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) em qualquer estado brasileiro;
  3. O valor de avaliação do imóvel não pode ultrapassar R$1.500.000,00 em qualquer parte do país;
  4. A propriedade precisa ser classificada como “residencial urbano”;
  5. O espaço deve ser destinado à moradia do titular do financiamento.

Documentos necessários:

  • RG e CPF;
  • extrato de conta bancária vinculada ao FGTS;
  • Carteira de Trabalho para comprovar o período em regime CLT;
  • em caso de trabalhador autônomo, apresentar declaração do sindicato ou órgão gestor da mão de obra;
  • Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física; se for casado ou em união estável, apresentar a declaração de ambos.

Até aqui, você já aprendeu o básico sobre como escolher o melhor apartamento, a diferença entre os tipos e também quais financiamentos cabem no seu bolso. Agora vale fazer uma revisão mais aprofundada sobre a documentação necessária para a transação.

Documentação necessária para a compra do apartamento

O processo de compra de apartamento requer a entrega de diversos documentos, tanto do comprador quanto do vendedor. Embora nem todos sejam obrigatórios, dependendo da construtora, a lista a seguir inclui aqueles solicitados com mais frequência e que ajudam a evitar riscos contratuais.

Documentos do comprador

Para Pessoa Física (PF):

  • RG ou RNE (Registro Nacional de Estrangeiros);
  • CPF (Cadastro de Pessoa Física);
  • comprovante de residência;
  • extrato atualizado do FGTS (caso o saldo seja utilizado);
  • declaração de imposto de renda, junto ao protocolo da entrega na receita ou notificação do IR;
  • cópias das aplicações financeiras;
  • comprovante de renda;
  • comprovante de estado civil (certidão de casamento ou nascimento).

Para Pessoa Jurídica (PJ):

É preciso apresentar os documentos dos representantes legais da empresa:

  • contrato social;
  • CPF e RG dos representantes legais;
  • última mudança contratual;
  • cartão do CNPJ;
  • balanço atualizado;
  • extratos bancários (PJ).

Documentos do Imóvel

Os documentos do imóvel têm o objetivo de atestar que não há dívidas associadas e, crucialmente, comprovar que a propriedade está registrada corretamente:

  • matrícula e escritura do imóvel atualizada;
  • certidão atualizada de registro do imóvel;
  • certidão negativa de ônus reais;
  • certidão de quitação fiscal ou guias de IPTU pagas;
  • certidão negativa dos cartórios de protestos;
  • certidão negativa dos distribuidores executivos fiscais do estado e município;
  • declaração de quitação de obrigações condominiais;
  • comprovante de pagamento do imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI);
  • planta do imóvel aprovada pela prefeitura.

Além disso, você precisa ter em mente que, se quiser comprar um apartamento novo ou na planta, escolher muito bem a construtora pode tornar o processo mais simples e reduzir as chances de imprevistos. Confira a seguir!

Como escolher a construtora certa para comprar um apartamento?

A escolha da construtora é um fator determinante para garantir a qualidade, segurança e confiabilidade na compra de apartamento. A construtora deve ser vista como uma parceira no processo, e não um agente complicador.

Avaliar a construtora é crucial, especialmente ao adquirir um imóvel na planta, para mitigar o risco de atraso na entrega. É fundamental não se deixar enganar por fotos ou promessas que fujam da realidade.

Para uma escolha consciente e segura, siga as seguintes dicas:

  1. Busque ajuda com quem entende do assunto;
  2. Peça indicação de clientes;
  3. Saiba quanto tempo a construtora atua no mercado;
  4. Procure informações sobre o histórico de serviços;
  5. Verifique se possui prêmios e certificações;
  6. Converse com outros compradores;
  7. Avalie a saúde financeira da empresa;
  8. Confira os detalhes da construção;
  9. Avalie a qualidade dos empreendimentos;
  10. Realize uma comparação entre os imóveis.

Uma construtora de confiança deve garantir comunicação clara e objetiva com os clientes, dando atenção às reivindicações e dúvidas e oferecendo serviços que estejam de acordo com as expectativas.

Seguindo essas orientações, fica mais fácil escolher uma construtora que garanta segurança e qualidade na negociação, assegurando que o investimento será entregue conforme o prometido.

A Direcional Engenharia, por exemplo, é citada como uma empresa capacitada no setor, que trabalha com o programa Minha Casa, Minha Vida, desenvolvendo empreendimentos modernos e projetados com materiais de alta qualidade.

A empresa atua nas áreas de construção e incorporação, oferecendo qualidade, credibilidade e compromisso. Com mais de 30 anos no mercado imobiliário e mais de 200 mil unidades entregues e incorporadas no Brasil, atende tanto ao MCMV quanto a segmentos de médio padrão. 

A Direcional está presente em 13 estados e no Distrito Federal e oferece condições de pagamento facilitadas, como entrada em até 60 vezes.

Quer realizar o sonho de comprar um apartamento? Tenha segurança e cautela na aquisição

A compra de apartamento ou a compra de um imóvel é uma atitude que exige muita dedicação e análise, tanto em relação ao financiamento quanto à escolha da futura propriedade.

Com a redução da taxa de juros e uma grande quantidade de imóveis disponíveis, as ofertas estão cada vez mais atrativas, fazendo com que o cenário atual seja uma excelente oportunidade. A ressignificação do lar, que hoje serve como ponto de refúgio e tranquilidade, reforça a importância de ter uma residência própria em vez de pagar um aluguel que é um dinheiro sem volta.

Para não cair em ciladas ou se arrepender no futuro, é essencial seguir as recomendações à risca, sempre optando pela alternativa mais viável no momento. Manter a cautela em todas as etapas é crucial para evitar decisões por impulso. Além disso, manter-se atualizado é uma excelente maneira de fugir de negociações duvidosas e proteger o seu patrimônio.

Com um planejamento financeiro sólido e a escolha de parceiros confiáveis, é possível transformar o sonho do apartamento próprio em uma realidade simples, segura e eficiente.

Ainda está com dúvida mesmo depois do nosso guia para aquisição de imóveis? Fale com a Direcional! Nós temos uma equipe preparada para responder qualquer dúvida que você tenha sobre comprar apartamento, além de fazer simulações e mostrar oportunidades na sua região.

Redação Grupo Direcional

O Grupo Direcional possui um time de profissionais focados em desenvolver conteúdos claros, explicativos e úteis para quem deseja ficar por dentro do mercado imobiliário.

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A Direcional está presente em 8 estados e no Distrito Federal e há mais de 45 anos garante o sonho da casa própria para milhares de pessoas. São mais de 240 mil unidades entregues e outras centenas em construção em todo o território nacional.

  • +45
    Anos de Mercado
  • 8
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  • + 12 mil
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  • + 240 mil
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Dúvidas frequentes

Qual o valor mínimo para comprar um apartamento financiado?

O valor mínimo para comprar um apartamento financiado depende da renda familiar, da entrada disponível e das condições oferecidas pelo banco. Em muitos casos, é possível financiar imóveis com apoio de subsídios e FGTS. O mais importante é avaliar se as parcelas cabem no orçamento.

Para financiar um apartamento, você precisa ter mais de 18 anos, comprovar renda, apresentar documentos pessoais e passar pela análise de crédito da instituição financeira. Também é necessário escolher um imóvel regularizado. Em alguns casos, não possuir outro imóvel pode ser exigido para obter benefícios.

A principal diferença está no prazo de entrega e nas condições de pagamento. O apartamento pronto permite mudança imediata após a compra, enquanto o imóvel na planta costuma ter entrada facilitada e preços mais atrativos. Por outro lado, exige espera até a conclusão da obra.

A melhor opção depende do seu perfil, orçamento e objetivos. Apartamentos costumam oferecer mais segurança, lazer e localização estratégica, enquanto casas podem garantir mais espaço e privacidade. Para investir, vale analisar potencial de valorização, custos de manutenção, demanda da região e praticidade no dia a dia.

Para saber se a construtora é confiável, pesquise seu histórico de entregas, reputação no mercado, avaliações de clientes e situação jurídica. Também vale verificar se possui registro regular, empreendimentos já concluídos e transparência nas informações. Esses cuidados ajudam a evitar riscos e garantem mais segurança na compra.